quinta-feira, 6 de maio de 2010

A Nova Sensação da Miu Miu

As estampas da Miu Miu viraram uma verdadeira obsessão.
Você já deve ter lido por ai...
Sapatos, saias, calças e vestidos estampados de flores, gatos e gaivotas deixaram de ser coisa de menininha e passaram a habitar o imaginário e o closet de adultas (com uma boa conta bancária).
Com certeza, os sapatos com estampa de gaivota são os mais vistos ultimamente.

Existem as mais variadas versões, inclusive misturando mais de uma estampa.

A bota branca, dificílima de ser usada, eu já vi em mais de um editorial de moda.

Estampas de flores surgem com salto ou em sapatilhas, que lembra de bailarina.
Não é sua praia?

Nas bolsas a estampa fica mais fácil.
E o momento menina-moça aflorou.
Delicadeza misturada com brilho.
Tons pastéis deixaram tudo ainda mais romântico.
E claro já surgiram as versões inspired.

A Zara já tem sua estampa de gaivotas e gatos.
Opa!! O que é isso estampado nessa gola?!
Miuccia Prada inverteu tudo e resolveu misturar a inocência da menina com o nu.
Estampa de mulher nua me remete a gravata metida a engraçadinha, que jurado do Chacrinha (oi anos 80!) usava para fazer graça.

E as gaivotas e gatinhos passaram a vir mescladas com silhuetas de mulheres nuas.
Será que alguém vai usar?

A Tavi já tem sua camisa com a gola estampada.
Ok, ela não conta...
Mas, essa jaqueta já está circulando por ai?
Será que a Zara já tem sua versão?

domingo, 2 de maio de 2010

Um Dia para o Resto da Vida

Ontem, dia 1 de maio completei um ano de casada.
Então, resolvi contar um pouquinho dessa história, que é tão importante na minha vida.
Tudo começou em 2005, quando eu ainda morava em Curitiba e vinha toda semana a São Paulo para um curso.
Aconteceu de eu ficar para passar um final de semana na cidade, e na sexta-feira ir com um amigo a Lov.e (não existe mais, mas era uma casa de música eletrônica).
Naquela noite conheci o Marcos Paulo.
O engraçado é que eu não ia lá (ia a D-Edge) e ele também não (ia ao Manga Rosa).
A partir daquele dia não nos separamos mais.
Namoramos um tempo há distância (no qual apenas um final de semana ficamos sem nos ver, mas na segunda já estávamos juntos), depois ele foi para Curitiba e depois voltamos para São Paulo, onde estamos até hoje.
O casamento foi a concretização de um desejo nosso, de celebrar algo tão importante para nós.
Não acho que precise de "um papel" para se estar casado, ou de casar com festa, mas sim, que cada casal tem a sua história, e a nossa é assim.
Ele me pediu em casamento para o meu pai e durante um ano preparamos tudo com muito carinho.
Resolvemos casar em Campo Grande - MS, minha cidade natal, pois minha familia é grande e a dele pequena.
Todos os detalhes foram pensados por nós e participamos ativamente de todas as escolhas.
Primeiro, decidimos o local da festa, como teríamos vários convidados de fora queríamos um local diferente, que não fosse apenas um belo salão, como existem em tantas partes do país.
Assim, optamos pelo Yotedy, que fica dentro do Parque das Nações Indígenas (um ponto turístico dentro da cidade), e que possui uma belíssima vista.
Precisava que fosse em um feriado e eu gostaria que fosse no mês de maio, quando Marcos Paulo faz aniversário. Assim, minha primeira idéia era o dia 2 de maio, mas com mais de um ano de antecedência, a data já estava com reserva (paga) para outro casal.
No final das contas, casar no dia primeiro foi ótimo, o feriado caiu numa sexta-feira, e muitos dos convidados ainda aproveitaram o final de semana para conhecer um pouco mais do estado.
A cerimônia foi na Igreja Presbiteriana Central, igreja na qual meus pais se casaram, onde fui batizada, cresci e minha familia faz parte até hoje.

Na igreja nossa opção foi por uma decoração clean, com flores brancas e velas.
Marcos Paulo entrou com minha sogra querida, Mariza.
Minha mãe entrou com meu irmão mais novo, seguida do meu irmão do meio e seu filho (meu unico sobrinho).
Enquanto meu irmão na me envia a foto do Pépe vestido de pajem, uso essa aqui, pois ele é muito importante para ficar de fora.
Detalhe: crianças precisam se sentir confortáveis para participar da cerimônia, assim, o Pedro se sentiu mais seguro entrando de mãos dadas com o pai, e no final ficou muito bonito.
As daminhas foram: Maria Eduarda (6 anos) e Maria Clara (3anos).
O modelo do vestido delas foi desenhado pelo figurinista do Nova Noiva da Avenida Rebouças, onde aluguei o meu.
Recomendo o Paulinho, pois ele foi uma grande ajuda para uma noiva que, mesmo preparando tudo com muita antecedência, deixou para escolher o vestido faltando exatos 43 dias para festa (lembrando, em outra cidade) .
O tecido das daminhas, eu e minha mãe encontramos na G.J. Tecidos, na 25 de Março, assim como as tiaras (encapadas com mesmo tecido) e os broches de borboletas que enfeitavam.
Na 25 de Março também achei as bonecas que elas entraram carregando (e que ganharam como lembrança do casamento).
Como somos detalhistas, conseguimos encontrar bonecas com tons de cabelo parecidos com os das meninas.
As meninas recebendo as ultimas orientações do pessoal do cerimonial. A Ika é uma excelente profissional.

Detalhe da tiara e do cabelo das bonecas.
Elas foram uma atração a parte.
Detalhe do tapete verde, orientação da minha guru, Eléa.
Além de mãe de uma grande amiga, Eléa é daquelas que lhe ajuda dando aquelas dicas super importantes, traquilizando a mãe da noiva, além de fazer os convites mais bonitos do MS. Os nossos conseguiram traduzir a identidade do casamento. O convite era branco, quadrado e o envelope tinha na lateral, na vertical, uma fita amarela, no mesmo tom da faixa do vestido das meninas. Todos aprovaram.
Então, a questão do tapete verde: não briga com o vestido como o vermelho, nem fica apagado como o branco.

A princípio, eu queria fazer meu vestido, mas acabei deixando esse item por ultimo, não dava mais tempo, e tive um caso de amor a primeira vista com meu vestido.
Sou uma pesquisadora nata e passei um ano devorando blogs e sites especializados, além de ter feito uma considerável coleção de revistas de noiva, assim, eu tinha vários desejos, mas não conseguia visualizar aquilo que queria, só sabia que não queria um vestido que anos depois, ao ver as fotos eu me perguntasse como tinha tido coragem de usar aquilo e que não fosse tomara-que-caia, de tão cansada que estava de ver modelos assim.
Eu amei o vestido, e no fundo ele tinha todas as referências que eu tanto buscava. Depois, revendo meus arquivos, eu vi que ele tinha renda, cinto e tudo mais que eu gostava.
Eu encontrei o vestido e ele me encontrou.
Eu fui uma noiva feliz e sorridente, cheguei no maior astral, de uma tal maneira, que meu pai que estava todo ansioso, abriu o maior sorriso e relaxou ao ver o quanto eu estava tranquila.

Fui só sorrisos! Sim, entrei com meu pai ao som da marcha nupcial.
O grupo musical do Alencastro foi um espetáculo a parte.
Mas, quando chegamos ao altar, como os padrinhos (total de 08 casais) e familiares estavam de frente para nós, nessa hora eu me emocionei e chorei de alegria, ao ver tanta gente importante em nossa vida compartilhando desse momento.

O pastor Valter faz parte da minha história. Ele era o reverendo da igreja durante a minha adolescência e marcou demais minha formação. Depois disso, ele se mudou para os EUA, e há poucos anos voltou ao Brasil, sendo pastor em Brasília.
No dia, ele lembrou que quando eu tinha uns 12 anos, falei para ele que quando eu casasse, ele é que celebraria meu casamento. E não é que aconteceu?!

A Tetê entrou levando as alianças. Depois, ela também ganhou sua boneca.
Claro, a cerimônia teve seus momentos cômicos.
Saímos da igreja felizes, ao som de Wave, de Tom Jobim, cantando "fundamental é mesmo o amor".
Ao invés de chuva de arroz, tivemos bolinhas de sabão, e foi uma farra só, todo mundo adorou.
Em Campo Grande, mesmo em maio, é muito quente, e pensando nisso, os convidados ao chegarem na festa, eram recepcionados por taças de espumante com morango. Assim, todo mundo podia se dirigir calmamente as mesas, sem o desespero de logo encontrar o garçom e matar a sede.
Na foto, Sheila, somos amigas desde os 09 anos de idade.

A decoração era toda em amarelo e marrom, como se vê ao fundo da foto da minha daminha Maria Clara com a mãe, minha madrinha, a Dani.
Na foto meus pais, Joel e Dirce, e o Claudio, meu primo, pai da Maria Clara, que além de meu padrinho, foi meu motorista.
A mesa de doces e o bolo, aqui na foto minhas grandes amigas, as irmãs Tati e Drica.

Detalhe dos noivinhos: Marcos Paulo no celular, eu e Walker (ele não podia faltar). Hoje esses noivinhos ficam numa caixa de acrílico, no escritório do quarto dos meus pais.

Sim, nós tivemos uma primeira dança, Fascinação, música que muito me lembra o meu pai (eu dançava com ele quando criança) e que o pai do Marcos Paulo gostava muito (ele já faleceu).
Detalhe da decoração da pista de dança, várias globos.
Sim, estávamos muito felizes.
Todos esses detalhes que estou contando fomos nós dois que escolhemos, então, é muito bom ver tudo perfeito como imaginamos.
O casamento foi a nossa cara.
Depois da primeira dança, pegamos o microfone, e ambos agradecemos a presença de todos.
Mas, depois disso, percorremos TODAS as mesas, abraçando, tirando fotos e compartilhando a alegria do momento com todo mundo.
Sabe quando você quer que todo mundo saiba que foi muito importante a presença? Então, e olha que estavam presentes mais 350 convidados.

Essa aqui é a Catarina, a nossa Cata, que cuida da minha familia há mais de 27 anos.

Vamos as tradições? Eu não bordei, mas coloquei uma fita na barra do vestido, com o nome de várias amigas solteiras. Essa é minha prima, madrinha e amiga-irmã, desde que me conheço por gente, a Vivi (@Palmeiras_e_Cia). O nome dela está aqui!

Aqui detalhe das costas do vestido, da cauda presa, para não arrastar no chão e do meu cabelo.
Já pensando no calor e que eu queria curtir meu casamento ao máximo, optei por prender tudo.
Reparem nas TV's.
Estão vendo que tem uma frase? Essa idéia nós tivemos em Salvador.
Explico, naquele ano, durante o carnaval, na boate do Camarote Salvador, um dia vimos um grupo de DJ's (Female Angels), que enquanto uma tocava, outra levantava plaquinhas, com frases do tipo: Estão Curtindo? Cadê minha vodka?... Coisas assim.
Como não podíamos fazer o DJ da festa ficar fazendo isso, eu mesma montei uma série de slides com frases e fotos divertidas (envolvendo os convidados), falando para as pessoas aproveitarem a festa, coisas desse tipo. Todo mundo aprovou.
Nosso DJ, Danilo Bachega, com o noivo. Excelente profissional, que aguentou um casal neurótico, que sugeriu uma selecão de músicas, explicou a origem e gosto dos grupos de convidados (exemplo: curitibanos que entendem de música eletrônica, paulistanos fãs de música baiana, gente que curte sertanejo, etc), além da lista do que NÃO tocar, nem a pedidos (certos sertanejos, funk proibidão, Créu em nenhuma das suas versões genéricas).
Ele colocou todo mundo na pista até o amanhecer.
A hora de jogar o buquê.
Nessa hora, distribuí arquinhos de princesa para todas as solteiras.
Convoquei todo mundo pelo microfone e expliquei que antes de jogar o buquê, jogaria um Shrek, pois toda princesa tem direito ao seu príncipe (seja ele um pouquinho ogro ou não).

A mulherada entrou na brincadeira.
Quem pegou o Shrek foi a Tuca.
O nome dela também estava na barra do vestido, e ela agora está noiva!

Depois, claro, joguei também meu buquê.
O Marcos Paulo jogou uma caixa (vazia, óbvio) de whisky.
Não queríamos na pista aqueles brinquedinhos que geralmente são distribuídos no casamento.
Assim, nossa opção foi em distribuir bexigas metalizadas em forma de coração vermelho.
E claro, somos do Mato Grosso do Sul, terra do SBS (Sistema Bruto Sertanejo), e não tinha como deixar de lado o famoso chapéu de cowboy.
Na foto meus irmãos , Joel (pai do Pedro) e Donato (que está morando em Munique), com nossa prima Patricia.
E claro, minhas amigas aproveitaram a imensa quantidade de rosas que tinha na festa, para também usar como adereço. Eu amei!!!
Assim, na minha festa, a pista estava cheia de corações vermelhos, mulheres enfeitadas com arquinhos de princesa e rosas.

Já os homens viraram peões! Claro teve aqueles que optaram pelos arquinhos e todo mundo se divertiu.
Detalhe: corações, chapéus, arquinhos e Shrek foram todos adquiridos também na 25 de Março (virei especialista na região).
Olha a alegria da moçada.
A bebida era farta: vinho cabernet sauvignon (exigência dos meus pais), espumante, whisky 12 anos, vodka importada, cerveja, energético.
Importante: se você servir energético na sua festa, trate de se certificar que o dj (ou banda) é animado e que toque até tarde, pois o povo vai ter um pique a mais.

Olha o pique do Marcos Paulo e do Evandro (padrinho).

Olha o tamanho do copo do noivo e a finesse da noiva...
Para compensar tanta bebida, o cardápio também não deixou a desejar, tinha desde peixe típico da região até bacalhau.
E, mais uma vez, escolhemos todo o cardápio.
Sim, a Maria Clara está em um pula-pula.
Como teríamos várias crianças, e eu sei que para elas não tem coisa mais chata do que festa de adulto, resolvemos também ter um "espaço criança", para que elas pudessem aproveitar do jeito delas.
Tinha pula pula, piscina de bolinhas e outros brinquedos, salão de maquiagem (reparem no fundo da foto a Maria Eduarda com um boá), e para os menores, colchonetes para dormir tranquilamente.
Também tinhamos 2 monitores específicos para ficar de olho na garotada.

Mas, é claro, as crianças também podiam curtir a festa dos adultos.
Minha grande amiga Patricia (Nega) com a filhota.

Tetê se acabando na pista.

Amigas do coração.
Somos amigas há tempos e há mais de 10 temos uma tradição, no final do ano (antes do Natal), um amigo-oculto em Campo Grande.
Nem todas moramos lá, as vezes alguem não pode participar, mas a amizade é a mesma.
Somos a Turma do Tereré.
Nossa foto tradicional no casamento de alguma integrante.
Amo todas e duas representaram o grupo como madrinhas, Soraya (de prata, atrás de mim) e Renatinha (de vermelho, no canto direito da foto).

O dia amanhecendo e todo mundo animado.

Direto de Curitiba, Lari e Juju (minha madrinha-irmã, com quem morei durante 6 anos em Curitiba), além da Sheila (no meu colo).
Único arrependimento? Chinelos.
Explico, eu achava que distribuir chinelos estava um pouco ultrapassado, que era bobeira, etc... mas, hoje, seria a única coisa que faria diferente.
A festa foi muito animada, a mulherada se esforçou, mas teve uma hora que muitas desceram do salto.

Olha a cor do pé da Jujuba!
Ainda bem que ela levou tudo numa boa..rs..
Bom, é isso, gostaria de dividir um pouquinho de tudo isso com vocês.
No final da festa, os convidados ganhavam além de bem-casados, uma caixinha pequena de vidro, com amendoas confeitadas nas cores amarelo e branco.
Os padrinhos uma caixa forrada com o mesmo tecido do vestido das daminhas, com bem-casados e uma garrafa de espumante.
Quem tiver curiosidade e usar Orkut, adicione-me Silvia Nascimento, porque lá postei várias fotos, todas separadas por album do amigo-fotógrafo.
Explico, as fotos daqui (como as de lá) me foram enviadas por amigos, é a visão deles do nosso casamento.
Como não moramos em Campo Grande, somos preguiçosos e tiramos milhares de fotos, para desespero de nossas mães, até hoje ainda não escolhemos as cem que vão para o álbum.
Um grande beijo!